quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

IMPERMANÊNCIA (Tempo tempô!).

como o verso escrito na areia, que a onda veio e apagou, você calava fundo no peito uma dor;
mas o tempo..., o tempo...

não que tivesse querido demais
queria apenas mais chão sob os pés
talvez já então tu sentisses demais
e tinha apenas os pés sobre chão


***
como as conversas ao pé da fogueira, que o vento veio e carregou, passarim quando pronto
voou

(foi o tempo..., o tempô!)

não que tivesse querido demais
queria apenas espaços vazios
levar uma vida sem “uis” e sem “ais”
manter as asas abertas no ar

(mas o tempo...)
(o tempo...)


(augusto fiorin)

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